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Tendências de TI para 2012

No início de cada ano as empresas sempre se movimentam para apresentar o planejamento com as estratégias da empresa para este novo período. Novos desafios estão sempre surgindo e é importante estar sempre preparado. Para isto selecionanamos as principais tendências para 2012 e para os próximos anos de acordo com o Gartner.

Com o rápido desenvolvimento da tecnologia e a previsão de que o mercado mundial de TI alcance US$ 3,5 trilhões até o fim de 2012, a tecnologia da informação já não deve mais ser encarada como uma preocupação exclusiva dos CIOs, e sim de todos os funcionários e executivos das empresas.

Uma forte tendência do setor é a mudança da concepção atual de formação de equipes. De acordo com Gartner, integrar as equipes de TI com as equipes operacionais, de forma a facilitar o gerenciamento desses grupos e aumentar a produtividade deverá ser realidade nos próximos anos. Colocando-os juntos, os executivos podem trabalhar melhor com orçamentos apertados e estruturar melhor a verba para comprar novos equipamentos e softwares.

Outra forma de reorganização dos funcionários dentro das empresas seria adequá-los de acordo com as demandas e com o orçamento. A contratação de profissionais temporários, altamente qualificados, bem pagos e dispostos a assumir projetos de negócios tecnológicos faz com que trabalhem com foco na conclusão bem sucedida de um projeto específico. O surgimento de empresas focadas na montagem dessas equipes também é uma tendência.

Ainda segundo a consultoria, o retorno do investimento (ROI) dos projetos será cada vez mais cobrado. Os CIOS estarão em constante pressão para desenvolver planos de gastos de TI e buscarão tecnologias que identifiquem e consigam funcionar de acordo com os padrões de comportamento do mercado. Os executivos precisarão cada vez mais de ferramentas que prevejam os períodos de baixa demanda, para que a produção possa ser ajustada.

Em relação às redes sociais (Twitter, Facebook e Google +), a tendência é desenvolvimento de uma postura empresarial. Softwares de negócios sociais, tais como Yammer, Socialtext, e Chatter Salesforce.com também ganham força corporativa. A preocupação é em ajudar os funcionários a colaborar melhor internamente e com parceiros e ajudar as empresas a conectar-se e compreender melhor seus clientes.

O Gartner acredita que até 2016 praticamente todas as empresas usarão computação em nuvem. Segundo a consultoria, nos próximos anos as relações de consumo de tecnologia vão se alterar e cada vez mais as companhias buscarão formas de fornecer pela internet. A consultoria prevê que até 2014 o mercado de cloud computing terá receita de US$ 148,8 bilhões.

Impulsionadas pela cloud computing, virtualização e pelos profissionais usando sistemas de desktops e notebooks em redes corporativas, 20% das empresas não terão ativos de TI até 2020. A necessidade de hardware de computação, seja nos data centers ou nas mesas dos funcionários, não desaparecerá.

Até 2014, a maior parte dos cases de negócios de TI vai incluir os custos da correção do carbono. Hoje, a virtualização dos servidores e o gerenciamento da energia dos desktops demonstram economias substanciais nos custos com energia e essas economias podem ajudar a justificar projetos.

As pressões econômicas e políticas para demonstrar responsabilidade pelas emissões de dióxido de carbono vão forçar mais empresas a quantificar os custos do carbono nos negócios. Os fornecedores terão que fornecer estatísticas sobre o ciclo de vida do carbono para seus produtos ou encarar a erosão de sua participação no mercado. A incorporação dos custos do carbono nos negócios vai apenas acelerar levemente os ciclos de substituição. Uma estimativa razoável para o custo do carbono em operações típicas de TI seria um ou dois pontos porcentuais dos custos gerais. Portanto, a prestação de contas sobre o carbono vai, provavelmente, alterar o market share, mas não o tamanho do mercado.

De acordo com o Gartner, até 2014 mais de 3 bilhões de pessoas estarão aptas a fazer transações via tecnologia de celulares ou internet. Esse cenário será impulsionado, principalmente, pelos países emergentes. Ao mesmo tempo, os progressos nos pagamentos, o comércio e as operações bancárias via dispositivos móveis estão facilitando as transações via celular ou Internet no PC. A combinação dessas duas tendências cria uma situação na qual uma maioria significativa da população adulta do mundo vai poder efetuar transações eletrônicas até 2014.

Ainda segundo Gartner, o número total de PCs em uso chegará a 1,78 bilhão de unidades em 2013. Até esse mesmo ano, a base instalada, combinada, de smartphones e telefones equipados com navegadores vai ultrapassar 1,82 bilhão de unidades e, dali em diante, será maior do que a base instalada de PCs. Tipicamente, os usuários de dispositivos móveis estão preparados para dar menos cliques em um site web do que os usuários que acessam via PC. Os sites que não forem otimizados para formatos de tela menor vão se tornar uma barreira de mercado para seus proprietários.

Outras tendências como tecnologias de geolocalização, segurança, desenvolvimento de aplicações para mídias sociais e a monitoração e análises em tempo real da opinião de clientes também influenciarão o setor de TI.

 

Pedro Tebaldi

Marketing

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