Por mais que se saiba a sua finalidade e importância, o planejamento estratégico na hora de gerenciar um ambiente de TI nem sempre recebe a devida atenção. Faz-se com pressa ou esta etapa é até pulada. Muitos alegam falta de tempo. O resultado é certo: clientes e funcionários insatisfeitos com sistemas e/ou rede lenta, entre outros problemas graves de infraestrutura.

Mesmo o gerenciamento da TI sendo enxergado muitas vezes como o “patinho feio” do setor, se bem projetado e acompanhado, pode trazer inúmeros benefícios, inclusive financeiros, por conta da estabilidade de sistemas. Até a imagem interna na empresa com relação a TI pode melhorar com a diretoria.

 

 

Leia abaixo os cinco principais erros que não devem ser cometidos durante o gerenciamento da TI:

1. Não ter profissional dedicado para monitoramento: O monitoramento precisa ser feito por quem entende e saiba o que fazer para sanar o problema e evitar prejuízos quando algum alarme de falha soar. Ou se tem uma equipe experiente e dedicada ou se contrata serviço de empresa especializada.

 
2. Não saber quais KPIs são mais importantes para o negócio: Trabalhe com calma! Não é preciso monitorar tudo logo de início, ao mesmo tempo. Comece identificando o que é mais importante para o negócio da empresa, e desta forma, o alinhamento de TI ao negócio da empresa acontece naturalmente. Depois de dominada uma primeira situação, é mais fácil aumentar as ações e os itens monitorados. Busque saber qual é a maior dor da empresa, comece por ela, e trate-a. Depois identifique o que vem na sequência.

 
3. Escolher a ferramenta antes de definir os processos: A ferramenta sozinha não resolve todos os problemas. Ferramenta + conhecimento = solução. Portanto, para fazer bem feito, é preciso saber onde “martelar”, mesmo já tendo o melhor e mais forte martelo do mundo. Faça a ferramenta ser bem administrada, para isso defina quem vai analisar os relatórios, e o que será feito quando algum sinal de alerta soar. O processo de gerenciamento da TI é continuo e não termina nunca. A tecnologia está sempre mudando, e descobrem-se sempre novas dores que precisam ser solucionadas. Não coloque um time em campo sem tática. A análise dos dados deve ser feita por gerentes dedicados, e não profissionais compartilhados e sem experiência.

 
4. Não saber TCO (Total Cost of Ownership) e ROI: O Head Count (recursos humanos) geralmente compõe o maior gasto de um projeto deste tipo. Se a empresa já definiu a ferramenta ideal, precisa também ter profissional adequado para lidar com ela.

ROI: saber o valor do prejuízo na hora de alguma pane ou queda no sistema é o principal meio de se obter o retorno pelo investimento feito na equipe e ferramenta.

TCO versus Grife: nem sempre a mais cara é garantia de se ter feito a escolha certa. Não adianta ter a ferramenta mais onerosa, se ninguém sabe configurar, ou se ela não tem a flexibilidade necessária para a empresa. É imprescindível avaliar tudo isso antes da compra.

 
5. Não saber valorizar o trabalho da TI: Aprenda a fazer “marketing pessoal” da TI e sempre divulgue dados positivos relacionados ao dia-a-dia com base em estatísticas. Disponibilizar dashboards/painéis de controle com dados sobre disponibilidade do sistema ou internet, por exemplo, para o usuário, faz diminuir o número de chamados. Faltam indicadores mínimos que meçam o desempenho de itens e devices da TI. Atualmente a tecnologia possibilita fazer envio de alarmes pelo celular, e-mail ou disponibilizar acesso via intranet da companhia, por exemplo.