Plugins do GLPI: customização, formulários e API
O GLPI entrega uma base sólida de ITSM e gestão de ativos logo na instalação. Ainda assim, nenhuma operação de TI funciona igual à outra. Cada equipe tem seus fluxos, suas regras e seus formulários próprios.
É justamente aí que entram os plugins do GLPI. Em vez de trocar de ferramenta quando o processo cresce, você estende a plataforma. Por ser open-source, o GLPI se molda ao seu jeito de trabalhar, sem prender a operação a um único fornecedor.
Neste guia, você verá como o Marketplace organiza essa extensão, quais plugins valem a instalação e como o GLPI 11 muda o jogo dos formulários. Por fim, mostramos como a API REST conecta o GLPI ao resto da sua TI.
Por que o GLPI é extensível
A força do GLPI não está só no que ele faz de fábrica. Está na arquitetura aberta, que permite adicionar recursos conforme a necessidade aparece. Essa flexibilidade vem de três pilares que sustentam todo o ecossistema.
- Código aberto: qualquer desenvolvedor pode criar ou adaptar um plugin para uma demanda específica.
- Comunidade ativa: centenas de plugins gratuitos cobrem casos de uso comuns, de inventário a relatórios.
- Marketplace integrado: uma loja interna instala e atualiza extensões com poucos cliques.
Esse modelo evita o lock-in que assombra as suítes proprietárias. Você adota o GLPI como plataforma de ITSM e o ajusta ao processo, em vez de moldar o processo à ferramenta. Como resultado, a operação ganha autonomia para evoluir sem renegociar licenças.
Marketplace e como instalar plugins
O Marketplace chegou na versão 9.5 e funciona como uma loja de aplicativos dentro do próprio GLPI. De lá, você navega pelo catálogo, instala e atualiza extensões sem baixar arquivos manualmente.
Para liberar o recurso, o GLPI pede uma conta GLPI-Network gratuita. Você cria a conta, gera uma chave de registro e cola essa chave na tela de configuração de plugins. Feito isso, o catálogo completo fica disponível.
Um cuidado vale ouro aqui: a compatibilidade por versão. Antes de instalar, confira se a extensão suporta a sua versão, já que a migração para o GLPI 11 quebrou parte dos complementos antigos. O catálogo oficial do projeto indica a compatibilidade de cada item.
Vale destacar que o Marketplace não torna o GLPI pago. A conta GLPI-Network tem um plano gratuito e o upload manual de complementos continua disponível para quem prefere instalar por conta própria.
Manter os complementos atualizados importa tanto quanto instalá-los. O Marketplace sinaliza quando surgem novas versões e aplica o update no mesmo lugar. Dessa forma, você corrige falhas de segurança e ganha recursos sem caçar pacotes em repositórios espalhados.
Plugins essenciais por caso de uso
Com o Marketplace ativo, a próxima pergunta é óbvia: o que instalar primeiro? A resposta depende da sua dor, no entanto alguns nomes aparecem em quase toda operação madura. A maioria deles é gratuita e open-source.
A tabela abaixo reúne os mais requisitados, organizados pelo problema que resolvem. Use-a como ponto de partida, não como lista obrigatória.
| Plugin | Para que serve | Caso de uso típico |
|---|---|---|
| FormCreator | Formulários dinâmicos que abrem chamados | Catálogo de serviços e autoatendimento |
| Fields | Campos customizados em qualquer formulário | Adaptar cadastros ao seu processo |
| GLPI Inventory | Inventário e descoberta automática de ativos | Mapear hardware e software da rede |
| Data Injection | Importação de dados via arquivo CSV | Migração e carga inicial de dados |
| More Reporting | Relatórios gráficos avançados | Indicadores de SLA e backlog |
| Behaviors | Regras de comportamento em chamados | Padronizar e validar tickets |
Repare que vários desses complementos giram em torno da gestão de ativos de TI. O GLPI Inventory, por exemplo, descobre máquinas na rede e alimenta o inventário sozinho. Assim, a base de ativos deixa de ser uma planilha desatualizada.
Já o FormCreator nasceu para estruturar o catálogo de serviços de TI. Ele transforma uma página estática em formulários interativos que abrem chamados com os campos certos. Por ser o complemento mais popular da comunidade, merece uma seção à parte.
Na hora de escolher, três critérios poupam dor de cabeça. Verifique se o complemento é compatível com a sua versão, se recebe atualizações recentes e se a licença atende ao seu uso. Um plugin abandonado vira risco no próximo upgrade, portanto prefira projetos com manutenção ativa.
FormCreator vs formulários nativos do GLPI 11
Aqui mora a mudança mais importante dos últimos anos. Durante mais de uma década, o FormCreator foi o caminho padrão para criar formulários no GLPI. A partir do GLPI 11, isso mudou.
O GLPI 11 trouxe um módulo de formulários nativo, embutido no núcleo da ferramenta. Em outras palavras, o recurso que antes exigia um plugin agora vem de fábrica. Segundo a documentação oficial, os formulários passaram a ser parte do produto.
Para quem já usava o FormCreator, a transição pede atenção. O plugin entrou em fim de vida (EOL) e ganhou uma ferramenta de migração dedicada, a versão 3.0.0, que roda apenas no GLPI 11. A conversão dos formulários antigos para o módulo nativo é feita pelo comando de console do GLPI migration:formcreator_plugin_to_core.
Nem tudo migra de forma automática, porém. Lógicas muito específicas podem exigir ajuste manual depois da conversão, então vale revisar cada formulário crítico antes de colocar em produção.
Por isso, planejar a compatibilidade ao atualizar o GLPI virou etapa obrigatória. Antes do upgrade, levante quais formulários precisam migrar e teste o resultado em ambiente de homologação. Esse cuidado evita parar o atendimento no dia seguinte.
O ganho compensa o esforço. Com os formulários nativos, a abertura de chamados fica mais consistente e o time deixa de depender de um plugin sem manutenção. Quem desenha bons formulários de abertura de chamados reduz retrabalho e acelera a triagem.
Customização sob medida
Plugins resolvem o que é comum. Para o que é único do seu negócio, a customização vai além do catálogo da comunidade. O GLPI permite ajustar campos, criar automações e desenhar formulários que refletem regras internas.
O plugin Fields, por exemplo, adiciona campos personalizados a qualquer formulário sem tocar no código. Já as regras de negócio automatizam atribuições, prazos e categorizações. Juntas, essas peças moldam o GLPI ao processo real, não ao processo genérico.
Existe um limite, porém. Quando a necessidade ultrapassa o que os complementos entregam, entra o desenvolvimento sob medida. É nesse ponto que projetos de desenvolvimento e customização de GLPI criam integrações e recursos que a comunidade não cobre.
Integração via REST API e webhooks
Um GLPI isolado entrega menos do que poderia. Sua força cresce quando ele conversa com o restante da TI. Para isso, a plataforma oferece duas portas de entrada: a API REST e os webhooks.
A API REST permite que sistemas externos leiam e gravem dados no GLPI. Um script de monitoramento, por exemplo, pode abrir um chamado automático quando um servidor cai. A autenticação começa com a criação de uma sessão, como no exemplo abaixo.
Os webhooks fazem o caminho inverso. Em vez de esperar uma consulta, o GLPI avisa um sistema externo assim que um evento acontece. Quando um chamado crítico nasce, ele dispara uma notificação para o seu canal de chat ou para o painel de BI.
Cada requisição vai assinada com um segredo compartilhado e uma assinatura SHA256, o que garante a origem da mensagem. A documentação de webhooks detalha como configurar o gatilho, a URL de destino e os cabeçalhos.
Imagine o cenário na prática. Um chamado de prioridade alta abre no GLPI, o webhook avisa o canal da equipe no chat e a API REST registra o evento na ferramenta de monitoramento. Tudo isso acontece em segundos, sem ninguém copiar dados de uma tela para outra.
Essas integrações são a base da automação de fluxos no GLPI. Conectar a plataforma ao monitoramento, ao chat e ao BI transforma o GLPI em um hub operacional, não em um silo de chamados.
Centralize chamados, ativos e SLAs em uma única plataforma de ITSM.
Implementamos GLPI e processos ITIL para elevar a eficiência do seu Service Desk e reduzir o tempo de resolução de incidentes.
Conclusão
Os plugins do GLPI são o que separa uma instalação genérica de uma ferramenta sob medida. Com o Marketplace, você estende a plataforma em minutos. Com os complementos certos, cobre inventário, relatórios e catálogo de serviços sem escrever uma linha de código.
A virada do GLPI 11 reforça essa lógica. Os formulários nativos reduzem a dependência de plugins externos, enquanto a API REST e os webhooks abrem o caminho para integrações reais. O resultado é um GLPI que acompanha o seu processo, não o contrário.
Tirar tudo isso do papel exige experiência com a plataforma e com integrações. Se você quer adaptar o GLPI ao seu processo, com plugins, customização ou desenvolvimento sob medida, fale com um especialista da OpServices.
Perguntas Frequentes
O GLPI 11 ainda precisa do plugin FormCreator?
3.0.0, que roda apenas no GLPI 11 e converte os formulários antigos para o módulo nativo. Quem está em versões anteriores ainda usa o FormCreator normalmente, mas o caminho recomendado é migrar para os formulários nativos durante o upgrade.Quais plugins do GLPI são gratuitos?
Como instalar plugins no GLPI pelo Marketplace?
O Marketplace do GLPI é pago?
O GLPI tem API REST para integrar com outras ferramentas?
SHA256, o que garante a origem dos dados.