Como manter sua Infra UP na Black Friday

Por: Aldry Rocha em 13.11.2020
Como manter sua Infra UP na Black Friday

A Black Friday já está consolidada como a data de maior volume de vendas do varejo no mundo inteiro. E no Brasil, não é diferente. No ano passado, o varejo brasileiro registrou 3.2 bilhões de reais em vendas durante a Black Friday, o que já representou um crescimento de 23,6% em relação ao ano anterior, 2018.

Para este ano, apesar da pandemia, as expectativas são de novo crescimento, uma vez que as vendas online serão reforçadas pelos consumidores que não farão compras em lojas físicas por medo de se contaminar com o novo Coronavírus.

O isolamento social, proporcionado pelo COVID-19, teve impacto positivo nas compras via e-commerce. Segundo dados do índice de MCC-ENET (desenvolvido pela camara-e.net parceria com Movimento Compre & Confie), houve um aumento de 110% das compras online em junho de 2020 comparado ao do ano passado. E com esse aumento de compras online, as expectativas para a Black Friday já estão lá em cima.

Apesar da expectativa de aumento de faturamento nesta data, a área de TI acaba sobrecarregada pelo aumento de demanda dos recursos computacionais para manter a mesma experiência de compra com milhões de pessoas acessando as lojas virtuais simultaneamente. Ou seja, o aumento de compras impacta diretamente no aumento de tráfego nesses sites, o que pode gerar instabilidade e até mesmo queda nos servidores e no serviço em geral.

O objetivo deste post é explicar como sua empresa pode se preparar adequadamente para a Black Friday 2020 a nível de tecnologia. Quer saber como? Então continue acompanhando.

 

Qual o impacto da Black Friday na área de TI?

A área de TI é, com certeza, a área mais impactada durante a semana da Black Friday. Apesar da área de vendas ter muito trabalho, o maior volume de vendas se concentra mesmo nas compras online. Ou seja, milhões de consumidores acessam simultaneamente o site, a loja virtual e o aplicativo, gerando boletos, ordens de pedido de compra e notas fiscais eletrônicas.

Além disso, todos os sistemas que lidam com transações são sobrecarregados nesta data, exaurindo recursos de processamento em minutos. Toda a cadeia de serviços de TI é impactada.

A transformação digital criou muitos benefícios para os consumidores e desafios ainda maiores para os responsáveis pelas áreas de tecnologia, que precisam responder aos cenários mais complexos. E como se os acessos aos recursos de servidores, bancos de dados e sistemas corporativos já não fosse motivos de preocupação suficientes, há ainda o desafio da segurança da informação, que causa arrepios em qualquer gestor durante a semana da Black Friday.

 

Segurança da Informação durante a Black Friday

A segurança é um ponto a se ter cuidado redobrado nessa época do ano. Em 2019, as lojas virtuais foram alvos de mais de 10 bilhões de tentativas de roubos de credenciais de clientes. É importante que a equipe de TI tome medidas acerca da segurança dos sites, como ficar de olho em falhas de autenticação, ações de BOTs nos terminais de autenticação do site e revisar possíveis vulnerabilidades nos códigos-fontes. Por fim, contar com tecnologias capazes de monitorar o comportamento do site via client-side.

Uma preocupação relacionada ao compliance, são as tentativas de roubo de dados, que crescem a cada ano e que, com a entrada em vigor da LGPD este ano, pode se tornar um risco ainda maior para as empresas durante a Black Friday.

 

Como preparar a infraestrutura de TI para a Black Friday?

Diante deste cenário, de aumento de demanda por recursos, é preciso contar com tecnologias que dêem conta dos novos acessos, concentrados em único dia. Além disso, é preciso contar com estratégias de contingência, caso problemas ocorram. E eles sempre ocorrem!

 

Dica 1: Montar infraestruturas escaláveis

Estruturas de servidores on-premises, de modo geral, são menos escaláveis, uma vez que dependem da compra de equipamentos físicos. Já arquiteturas em nuvem, com servidores alocados sob demanda, podem ser uma estratégia boa para mitigar problemas, uma vez que a infra pode ser configurada para aumentar de acordo com o aumento de acessos. Entretanto é preciso cuidado, pois a conta também aumenta desta maneira.

Serviços em nuvem de empresas como Amazon (AWS), Microsoft Azure e Google Cloud Platform são bastante confiáveis e resilientes para este tipo de uso. Porém, não basta passar o cartão de crédito corporativo e achar que isso bastará para sua empresa ficar imune a problemas, uma vez que toda a arquitetura de serviços precisa ser pensada no modelo cloud, utilizando bem os recursos que a nuvem pode oferecer.

É muito comum nos deparamos com clientes que quando vão para a nuvem, apenas replicam suas estruturas on-premises. E isso é um grande erro, pois dessa forma os benefícios de redução de custo e aumento de disponibilidade não são aproveitados.

 

Dica 2: Criar filas de espera virtuais

Uma ação que não resolve o problema, mas ajuda a mitigar, são as filas virtuais. Apesar de serem uma experiência ruim para o cliente, ainda é melhor do que esperar o site cair.

Muitas empresas já aprenderam que por maior que seja o preparo para a data, problemas ainda podem ocorrer. Para reduzir o impacto, o site é configurado para administrar e limitar a entrada de novos acessos quando o sistema já está sobrecarregado. Isso evita que o site caia e, assim, gere a necessidade de reiniciar servidores, entre outros problemas que agravam ainda mais a experiência ruim dos clientes.

 

Dica 3: Monitorar tudo em tempo real

Hoje, a monitoração de infraestrutura já é uma atividade consolidada em qualquer área comprometida com a entrega de serviços de TI de qualidade. Monitorar servidores, KPIs de bancos de dados, processos de negócios, requisições aos sistemas e todo o tipo de indicador importante para um processo de compra online é essencial para que os problemas sejam identificados no exato momento em que eles ocorram.

Além disso, é preciso que todo o processo de monitoramento seja estruturado para mostrar a causa raiz dos problemas, quando eles ocorrerem. Ou seja, empresas que ainda monitoram apenas PING, CPU, memória e disco dos servidores precisam entrar no século 21 e começar a demonstrar maturidade na sua governança de TI.

Por fim, uma boa estrutura de alertas, com notificações pelas plataformas de comunicação utilizadas pela empresa e alertando os responsáveis pela resolução do problema são essenciais para tratar incidentes. Isso tudo pode ser configurado para, ainda, escalar para os responsáveis de maior conhecimento técnico (N1, N2, N3), conforme a complexidade aumenta.

 

Dica 4: Criar um Painel de Controle para tratamento de incidentes

Grandes estruturas de TI precisam de sistemas que tragam visibilidade para os dados que ficam escondidos no dia-a-dia da empresa. Ou seja, painéis de gestão a vista que centralizam informações sobre incidentes de TI por meio de dashboards podem ser uma solução adequada para empresas que não contam com estruturas de NOC.

Esses dashboards podem ser construídos de forma customizada para refletir os indicadores de TI que precisam ser acompanhados durante a Black Friday. Dessa forma, esse cockpit de monitoração pode ajudar a identificar os problemas que causam incidentes e impactam realmente as vendas durante a Black Friday.

 
Dashboards para Gestão à Vista

 
Por fim, gerenciar infraestruturas de TI durante datas de grande volume de acessos não é uma tarefa fácil e exige grande conhecimento para garantir a resiliência dos sistemas importantes.

Como especialistas em infraestrutura e quase 20 anos de experiência em desenvolvimento de sistemas de monitoração, estamos a disposição da sua empresa para ajudar durante a Black Friday ou em qualquer outro desafio de alta complexidade. Entre em contato com nossos especialistas para entendermos suas necessidades.

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