Entenda as principais barreiras para os decisores de TI fazerem um calculo de retorno sobre o investimento

Nas últimas décadas, ainda que a tecnologia da informação (TI) venha ganhando um papel decisivo para a atuação das empresas em diferentes mercados, os gestores ainda precisam enfrentar grandes desafios quando o assunto é mensurar a contribuição direta dos projetos de TI para um negócio.

Saber calcular o retorno sobre o investimento (ROI) de um projeto é, portanto, uma excelente forma de defender a iniciativa diante da alta gestão da empresa, ou de conseguir fechar uma venda junto a um cliente estratégico. No entanto, na hora de fazer o cálculo dessa métrica financeira, os gestores enfrentam alguns obstáculos que podem dificultar o processo. Preparamos este post para que você entenda um pouco mais sobre este assunto.

 

ROI em projetos de ti

 
Conheça as principais dificuldades para se calcular o ROI em projetos de TI:

 

Ganhos intangíveis

Tendo em vista que é um indicador financeiro, o ROI exige o uso de informações precisas para que possa ser realmente usado na tomada de decisão. Seja na redução de despesas ou no aumento do faturamento, os executivos precisam ver, na prática, quais serão os resultados do projeto para a empresa.

No entanto, muitos projetos de TI trazem vantagens intangíveis para o negócio. E, embora difíceis de serem mensurados, esses ganhos ainda podem justificar o investimento, seja pelo aumento da satisfação do cliente, da produtividade da equipe, do controle sobre dados ou até mesmo, da capacidade da empresa de fazer projeções.

Imagine, por exemplo, como pode ser difícil definir o número de horas que uma pessoa gastava para concluir uma tarefa em um sistema antigo e fazer o mesmo cálculo para o novo programa. Além do tempo de aprendizado necessário ao usar uma nova ferramenta, a duração pode variar entre funcionários ou equipes, o que torna a mensuração quase impossível.

 

Complexidade

Alguns projetos de TI são tão complexos que o ROI pode falhar ao incluir custos associados com hardware, armazenamento, equipamentos ou suporte técnico à infraestrutura atual. E, ao ser incapaz de levar em conta critérios como estes no cálculo, o ROI também pode deixar lacunas no processo decisório.

 

Incidentes

Quando algum sistema de TI para de funcionar e deixa os funcionários incapacitados de exercerem sua função, sabemos que os prejuízos para a organização podem ser imensos. No entanto, se a empresa substitui a infraestrutura de hardware ou software para reduzir as chances desse tipo de ocorrência, todo o ganho trazido em disponibilidade de sistemas também é difícil de ser mensurado, exigindo maturidade dos gestores e um bom controle de indicadores.

Imagine quantas horas de trabalho de alguns profissionais estratégicos poderiam ser poupadas caso eles não dedicassem tanto tempo em sua rotina identificando e solucionando problemas nos sistemas ou na rede da empresa?

 

Manipulação

Em algumas organizações, o cálculo do ROI ainda pode passar por outra barreira, que, por incrível que pareça, é a manipulação de dados por funcionários ou setores que não estão totalmente de acordo com uma nova solução.

Caso o gerente de projetos ou o corpo executivo não fiquem sempre atentos às informações levantadas em cada setor, eles podem tomar decisões com base em dados que não reflitam completamente a realidade daquilo que será analisado. A cada dia, as finanças parecem reger ainda mais as decisões empresariais, o que exige que os profissionais de TI tenham mais conhecimento sobre a forma como os projetos da área podem gerar ganhos para o negócio.

Porém, quando munidos de soluções adequadas para monitorar e acompanhar sistemas e redes, as chances de que as decisões sejam baseadas em dados confiáveis são muito maiores.

 

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