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Por: Pedro César Tebaldi em 02.12.2022

8 dicas de como implementar uma boa estratégia de observabilidade

Como implementar uma boa estratégia de observabilidade

Anteriormente, aqui no nosso blog, já explicamos o que é observabilidade, suas diferentes para a monitoração tradicional, seus pilares e também já mostramos um dos nossos cases sobre a monitoração do sistema PIX.

Neste artigo abordaremos os fatores chave por trás de como implementar uma boa estratégia de observabilidade em sistemas e aplicações. Confira!

 

Fatores chaves para uma boa estratégia:

Para que de fato os sistemas se tornem observáveis, a observabilidade deve se tornar uma prática de desenvolvimento, onde o time de suporte tem a missão de aplicá-la em todos os sistemas. Dentre as atividades, podemos listar como principais:

  • Mesclar monitoramento, alertas, gerenciamento de incidentes e recuperação, criando uma visão holística da saúde do sistema;
  • Contar com ferramentas para identificar problemas de forma antecipada, que contribuam na recuperação de falhas com base em aprendizados anteriores;
  • Tornar automatizadas e assistidas as recuperações dos sistemas;
  • Tentar reduzir o ruído, ajudando a identificar os problemas o mais próximo possível da origem dos mesmos, para que as equipes possam resolvê-los rapidamente.

 

8 dicas de como implementar uma boa estratégia de observabilidade

Confira oito dicas que separamos sobre pontos importantes para se ter em mente na hora de tornar seus sistemas observáveis.

 

1 – Tenha claro seus objetivos de negócio:

A observabilidade é essencial para gerar uma experiência de alta qualidade perante os usuários dos sistemas, pois uma boa configuração de observabilidade ajuda a otimizar gastos com infraestrutura, auxilia no planejamento de capacidade de crescimento e melhora métricas de negócio, como tempo médio de recuperação. É importante saber quais os principais objetivos do negócio para se traçar a estratégia de observabilidade, pois cada objetivo pode pedir uma configuração distinta.

 

2 – Foco nas métricas certas:

Quando bem executada a observabilidade ajuda a prever possíveis falhas ou erros, já auxiliando a identificar de onde vem a causa raiz do problema. Para se dar início a um plano de observabilidade para sistemas distribuídos o foco deve ser no conjunto de métricas intitulado de 4 sinais dourados: latência, tráfego, erros e saturação.

 

3 – De olho nos logs de evento:

As ferramentas dedicadas a registrar eventos, como prometheus, splunk, entre outros, ajudam a capturar ocorrências, como processos de aplicativo bem-sucedido, falhas de sistema, períodos de inatividade, influxos de tráfego e sobrecarga. Os logs de eventos contêm data/hora e registros sequenciais que permitem uma análise detalhada do que aconteceu, ponto essencial para a depuração e tratamento de erros, pois traz informações forenses importantes para os desenvolvedores identificarem pontos problemáticos nos sistemas.

 

4 – Cuidado ao uso de ferramentas de registro de eventos:

Essas ferramentas às vezes podem consumir muitos recursos, aumentando demasiadamente a taxa de transferência de dados e processamento de sistema. É importante que as equipes de desenvolvimento contem com auxílio de mecanismos que iniciem, interrompam ou ajustem essas operações de registro sem a necessidade de reiniciar por completo o aplicativo ou atualizar grandes seções de código.

 

5 – Rastrear solicitações:

Se trata de um processo que rastreia chamados individuais de um sistema para outro e que registra o tempo de execução do início ao fim. Trazendo informações relevantes sobre onde exatamente esse problema ocorreu no fluxo de trabalho do aplicativo. Assim como no log de eventos, esse rastreamento pode gerar níveis elevados de taxa de transferência e se tornar caro de armazenar. Para isso é importante que ferramentas com muitos recursos para execução sejam utilizadas apenas de forma pontual.

 

6 – Visualização de dados:

Após ter todo os dados de observabilidade organizados é hora de mesclar essas informações de maneira que se tornem relevantes e apresentadas em formato legível, por meio de dashboards que podem ser construídos na plataforma open source Grafana, por exemplo.

 

7 – Boa escolha de plataforma para observabilidade:

O ferramental por trás da observabilidade deve ser escolhido com cuidado, para que atenda às necessidades particulares do seu sistema. Ao escolher as plataformas é bom ter em mente o seu número de serviços e principalmente, o volume de dados, pois este afeta diretamente no custo e desempenho. O mais correto a se fazer é encontrar uma ferramenta que atenda ambos dentro dos limites estabelecidos.

 

8 – Uso de IA e aprendizado de máquina:

Os algoritmos de aprendizado de máquina e IA podem auxiliar na triagem dos problemas e identificação de falhas e soluções. Alguns desses algoritmos ainda estão em estágio inicial, mas ainda assim trazem o suporte assistido necessário, destacando efeito e a gravidade dos problemas não vistos anteriormente pelo time.

Como você pode observar, há vários pontos de atenção na hora de se implementar a observabilidade em sistemas. Mas quando o processo é bem feito, ela traz muitos benefícios para o time e para o negócio. Caso você tenha interesse em implementar esse tipo de tecnologia em suas aplicações e sistemas, saiba que possuímos um time de profissionais qualificados, prontos para te ajudar nessa missão. Entre em contato com nossos especialistas.

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ESCRITO POR

Pedro César Tebaldi

Atua há 10 anos no mercado B2B de tecnologia da informação como gerente de marketing, tendo escrito mais de 500 artigos sobre tecnologia durante esse período. Também é responsável pela área de Business Intelligence da OpServices, que presta consultoria para médias e grandes empresas em todo o Brasil.

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