A maneira mais prática de começar a entender as diferenças entre o gerenciamento ágil de projetos e o gerenciamento tradicional é definir os dois conceitos. Neste post, no entanto, vamos além. Você vai ver também as principais características de cada método e entender como elas os diferenciam. Acompanhe!

 

Gerenciamento ágil de projetos

 

O que é o gerenciamento tradicional de projetos?

Não é tarefa fácil conceituar o gerenciamento “tradicional” de projetos. O que podemos apontar como tradicional são, por exemplo, os frameworks PMI e PRINCE2. Também se se olharmos para o guia PMBoK e sua organização dos processos que envolvem o gerenciamento de um projeto, podemos ter as linhas mestras de um gerenciamento tradicional.

O PMBoK, muito usado pelos gerentes de projetos, propõe a integração de 10 processos para controlar, de forma sistêmica, todo o ciclo de vida de um projeto: integração, escopo, tempo, custo, qualidade, recursos humanos, comunicações, riscos, aquisições e partes interessadas.

 

Características do gerenciamento tradicional

Ao seguir o que é proposto pelo PMBoK, o gestor de projetos tem papéis e responsabilidades bem claros, bem como limites de atuação de cada componente e transparência na comunicação entre todos os envolvidos.

No entanto, o guia PMBoK, há alguns anos, vem, digamos, sofrendo um pouco com a evolução do mundo dos negócios. O avanço da tecnologia digital, por exemplo, tem feito com que gestores em todo o mundo passassem a ter uma visão mais crítica do modo de gerenciar projetos.

 

O que é o gerenciamento ágil de projetos?

E é justamente neste cenário de mudanças que os métodos de gerenciamento ágil de projetos vêm ganhando força. Hoje, mais do que nunca, é preciso agilizar e flexibilizar os projetos para que eles se encaixem mais facilmente nas necessidades de rapidez, controle de custos, entre outras, da atualidade.

 

Características do gerenciamento ágil

Assim, entramos agora em uma definição do que é o gerenciamento ágil de projetos. Basicamente, trata-se de uma espécie de compilação de métodos ágeis que, inicialmente, foram usados em projetos de desenvolvimento de softwares, mas que hoje são totalmente aderentes a quaisquer tipos de projetos.

Entre os mais famosos métodos ágeis de gerenciamento de projetos, destacam-se: SCRUM, Extreme Programming (XP), Dynamic System Development Method (DSDM) e Feature-Driven Development.

Em suma, todo método de gerenciamento ágil de projetos contempla alguns princípios básicos: participação ativa dos usuários (clientes do projeto), autonomia para os membros do projeto, calendário fixo, captura de requisitos a um nível elevado, entregas de partes do projeto (entrega frequente de pacotes), conclusão de cada parte antes de partir para a próxima etapa, testes a todo momento e colaboração e cooperação entre todas as partes envolvidas.

 

Quais são as principais diferenças entre o gerenciamento ágil de projetos e o gerenciamento tradicional?

Dito isso, vamos agora às principais diferenças entre o gerenciamento ágil e o modo tradicional de gerenciar projetos:

 

Planejamento

No gerenciamento tradicional, o planejamento acontece com bastante antecedência. Já os métodos ágeis permitem que boa parte do projeto seja “descoberto” durante seu desenrolar.

 

Burocracia

O gerenciamento tradicional é marcado pela necessidade de realização de cada processo predefinido. Já ao usar métodos ágeis, o gerente de projetos tira a atenção dos processos e estimula a colaboração do time, torna-o mais colaborativo e menos burocrático.

 

Interatividade

No modo tradicional, só existem processos quando há entregas (o monitoramento do projeto é feito por meio das entregas). Já no gerenciamento ágil, os testes são automatizados e acontecem o tempo todo, sendo que a entrega não é a norteadora dos processos.

 

Flexibilidade

Se o gerenciamento tradicional é rígido e pouco flexível (com o gerente como uma figura centralizadora e protetora dos processos), o gerenciamento ágil de projetos é mais aberto às mudanças positivas: há, nos métodos ágeis, mais autonomia para que os membros do time — e até os clientes — tomem decisões no decorrer dos projetos.

 

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